Hydrus: “Conhece porque já esteve lá “

O Portal Saneamento Básico e o Hydrus Capacitação apoiou e esteve presente no evento que aconteceu no dia 26 de abril de 2022, e reuniu importantes e renomadas instituições e empresas do setor público e privado para debater ações referentes à implementação do Novo Marco Legal do Saneamento na prática, os desafios encontrados pela indústria, os projetos em estudo e execução, além de como a recuperação energética no país se encaixa nesse processo.​

Rolf Pickert, CEO da Messe Muenchen do Brasil abriu o evento discursando sobre a importância de olharmos para o Saneamento como uma ação integrada e enxergarmos uma possibilidade efetiva de suprimir a realidade, as diferenças regionais e as tecnologias, capacidades e talentos disponíveis no setor. Destacou ainda que a Lei 14026/2020 que atualiza o Marco Legal do Saneamento permitiu o aumento da participação do setor privado nos investimentos dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

“As metas impostas até o ano de 2033 são ousadas e por isso temos que ter uma Agencia Reguladora eficiente para que esses objetivos sejam atingidos, considerando que o nosso país tem dimensões continentais, onde a integração é um desafio e não há espaço para grandes riscos, e, para atingirmos a universalização será necessário dobrar o nível atual de investimentos e obtermos uma consolidação de infraestrutura eficiente, afirmou Rolf”.

Rubens Aebi, vice-Presidente da ABREN complementou o discurso afirmando a importância de juntar os “players”, o poder público e o privado para promover essa união, pois potencial e tecnologia temos.

Percy Soares Neto da ABCON destacou a importância da participação do setor privado na universalização do saneamento do país, tendo boa permeabilidade e consequentemente mais agilidade e acesso a novas tecnologias e novas fronteiras trazendo modernidade para o setor. Comentou também da realização de leilões importantes que ocorreram nos últimos dois anos e que foram muito significativos para o nosso país, representando um volume de investimentos importantes, como os que ocorreram nos estados do RJ, AL e AP entre outras licitações que já existiam, por exemplo, nos estados do RS e PE.

“Por se tratar de um ano atípico por ser eleitoral, talvez grandes projetos não tenham a mesma envergadura que tiveram no ano passado, mas é um ano de plantar novas ideias e começar a estruturar novos projetos, será um ano de desafios, mas que iniciativas como estas nos permitem refletir sobre tais desafios e encontrar saídas para semearmos o que estamos plantando e fazer com que isso que cresça trazendo novos projetos, discursou Percy”

Enfatizou ainda sobre a importância da transparência e da credibilidade na comprovação da capacidade econômico-financeira das empresas.

Josivan Cardoso Moreno, diretor executivo da ABES discursou sobre os avanços que obtivemos nos últimos 2 anos, melhorando a eficiência no setor e trazendo novas perspectivas com a conquista de bons projetos. Convidou a todos os presentes a participaram da Brasil Water Week que acontecerá de forma online entre os dias 23 a 27 de maio de 2022, e também para o próximo Congresso da ABES, de forma presencial, em maio de 2023.

“A ABES sempre estará presente nas iniciativas que busquem o bem comum. E que possa nos encaminhar para construir um setor de saneamento forte e eficiente. Afinal, o que queremos é Saneamento a todos e todas!”, disse Josivan.

Thomas Timm, vice-presidente da Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo falou que o crescimento do saneamento no nosso país tem tudo para reposicionar o nosso país de uma forma muito positiva, e principalmente aos países europeus, mostrando como o Brasil é um potencial quase que ilimitado, com muitas oportunidades de negócios e investimentos.

Estela Testa, CEO da Pieralisi Américas e Presidente do SINDESAM da ABIMAQ destacou as excelentes oportunidades que vem acontecendo no setor e que o mundo lá fora está começando a conhecer agora, e, que além de toda essa geração de riqueza, temos um propósito ainda maior e de responsabilidade de todos nós, que é deixarmos um mundo sustentável para as próximas gerações. Também tranquilizou o setor afirmando que não faltará equipamentos para suprir a demanda do setor.

Katharina Schiegel e Enrique Montes participaram à distância, apresentando a IFAT que acontecerá em Munique na Alemanha no mês de maio, e, os avanços do Binder Group em equipamentos para medições e análises da vazão dos gases gerados e produzidos em aterros sanitários respectivamente.

Reges de Lima Dias, da Ember Lion Brasil AG, empresa especializada em transformar resíduos em energia, discursou sobre o legado que deixaremos para o nosso país, considerando nosso compromisso de cuidar da população em geral e do meio ambiente.

Pedro Maranhão, Secretário Nacional de Saneamento do Ministério do Desenvolvimento Regional ressaltou quo o Marco Regulatório trouxe Segurança Jurídica e consequentemente um bom engajamento tanto dos Prefeitos quanto da população em geral, sendo o maior programa ambiental do mundo, considerando que temos que tratar esgoto para 100 milhões de pessoas, e fornecer água tratada para 35 milhões de pessoas. Ele comentou também ter feito a proposta, no Fórum Mundial da Água 2022, para a ONU ter um setor responsável somente para discutir saneamento.

Representantes da ANA, BNDES e Instituto Trata Brasil debateram sobre a importância do envolvimento de todos, nas duas pontas, desde o poder concedente até o usuário final tanto na conscientização quanto na fiscalização e cobrança junto aos municípios para que a universalização do saneamento de fato seja colocada em prática, beneficiando a todos, tanto no que diz respeito à saúde da população, geração de novos empregos, valorização imobiliária, aumento do turismo e outros ganhos em diversos setores.

Representantes das empresas WEG e Schneider Electric estiveram presentes no painel sobre equipamentos com mais eficiência energética, e Eduardo Pacheco, Diretor Técnico do Portal Tratamento de Água e Portal Saneamento Básico destacou a importância de pensarmos no saneamento de uma forma ampla e holística, compreendo a integração de todo processo, tendo em mente a eficiência como um todo, além da energética.

Gilson Cassini Afonso, sócio fundador da Nordic Water Brasil e vice-presidente do SINDESAM da ABIMAQ falou sobre a importância do setor em buscar por “know-how” tanto no que diz respeito a qualidade dos equipamentos, eficiência dos mesmos, e, também de termos pessoas capacitadas. Discursou ainda sobre a importância da geração de empregos com remuneração digna, respeito às leis, ao meio ambiente, com o usuário final, cliente, cadeia produtiva, governos contribuinte e investidor.

Newton Lima Azevedo, presidente do Hydrus do Brasil e membro do conselho do International Water Bank discursou sobre a necessidade de capacitação para preencher uma lacuna predominante no setor, que é a falta de mão-de-obra capacitada. A capacitação da equipe operacional e da equipe técnica representa 90% da pirâmide, e é justamente aí que esta capacitação deve ser estruturada a partir de: 1) cursos focados, de curta duração, ministrados por engenheiros / técnicos, que conhecem os temas “porque já estiveram lá”; 2) Conteúdo personalizado, que façam os treinandos entenderem os seus problemas e ao mesmo tempo tornarem-se protagonistas; 3) Equilíbrio entre a real necessidade de cada operador e a “revolução digital”. Não podemos esquecer que ainda temos locais em que a internet não é confiável ou até não existe.

Gustavo Possetti da Sanepar apresentou o tema inovações para sustentabilidade no setor de sanemaneto, considerando o novo momento onde a competitividade pela boa performance é primordial e adaptações pelas novas condições climáticas se tornaram rotina.

Os processos envolvendo o uso de Combustível derivado de resíduos como fonte de energia foi apresentado e exemplo de case de Israel foi apresentado por Francisco Leme, CEO da W4 Resources e vice-presidente do conselho deliberativo da ABREN.

“Energias renováveis nas suas mais variáveis fontes e formas de produção serão complementares de toda sua forma, desde o seu uso até a sua fonte primária de produção, e temos muita oportunidade de norte a sul do nosso país”, comentou Rafael González diretor presidente da CIBiogás.

Yuri Schmitke, presidente da ABREN e do WtERT Brasil discursou sobre a Recuperação energética de resíduos e o envolvimento de várias rotas tecnológicas e a aplicação comprovada de todas elas mundialmente. Apresentou a ABREN e o árduo trabalho que a associação tem feito para atingir os resultados atuais.

“A valorização de resíduo é um temo de suma importância e a ABREN está trabalhando arduamente para contribuir e viabilizar a implementação de políticas públicas factíveis. Estudos neste sentido deverão ser apresentados considerando cada realidade regional e socioeconômica, priorizando também a avaliação pelo critério técnico-econômico de cada resíduo para definir a correta destinação de cada resíduo”, comentou Yuri.

O evento certamente reforçou que o tema do Saneamento Básico e Recuperação Energética envolve uma série de desafios a serem superados, mas também traz uma série de oportunidades, e, lembrando que o saneamento é uma importante ferramenta de inclusão social e promoção de dignidade humana e saúde pública, com reflexos diretos na saúde econômica do país.

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