Hydrus

  • 1 de julho de 2025
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O setor elétrico brasileiro deverá receber até o fim de 2025 um aporte superior a R$ 5 bilhões voltado à expansão da rede de energia em regiões remotas e de difícil acesso. A iniciativa, anunciada nesta segunda-feira (1º) por fontes do setor e confirmada por integrantes do Ministério de Minas e Energia, faz parte de um esforço coordenado para garantir universalização, segurança energética e inclusão socioeconômica em áreas historicamente desassistidas.

O plano envolve ações em estados da Amazônia Legal, sertões nordestinos e comunidades isoladas no Centro-Oeste e no Sul do país. Os recursos serão direcionados principalmente para a construção de redes de transmissão, reforço de subestações, ampliação de linhas de distribuição e modernização de sistemas isolados que ainda operam com baixa confiabilidade ou fontes poluentes.

Segundo técnicos envolvidos na operação, o sucesso do plano depende de governança ativa, precisão técnica na engenharia dos projetos e articulação com órgãos ambientais e fundiários. Isso porque parte significativa das intervenções ocorrerá em áreas sensíveis do ponto de vista ambiental, social e logístico, exigindo soluções inovadoras e processos de licenciamento ágeis, mas responsáveis.

O pacote inclui parcerias com empresas de distribuição, fundos setoriais como a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Além disso, estão previstas chamadas públicas específicas da Aneel para projetos de universalização que utilizem fontes renováveis, como solar e híbridos com armazenamento em baterias, em substituição ao uso de geradores a diesel.

De acordo com o governo, a medida não apenas assegura o acesso à energia — direito básico garantido em lei —, mas também cria as condições para melhoria na saúde, educação, comunicação e atividade produtiva nessas regiões. A expectativa é que mais de 1,2 milhão de brasileiros sejam beneficiados direta ou indiretamente até o fim de 2025.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou a importância da iniciativa como parte da estratégia nacional de desenvolvimento com inclusão. “Expandir o acesso à energia em territórios remotos é também uma forma de combater desigualdades históricas e preparar o Brasil para um crescimento sustentável, com justiça social e segurança energética”, afirmou.

A iniciativa integra o conjunto de ações previstas no Plano Nacional de Universalização de Energia Elétrica, alinhado às metas de descarbonização, transição energética e redução da pobreza energética no país.

Redação HYDRUS