
O Brasil reafirma sua posição de liderança global no uso de fontes renováveis para geração de eletricidade. De acordo com o Balanço Energético Nacional (ano-base 2024), divulgado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), a matriz elétrica brasileira atingiu a marca de 88,2% de participação de energias renováveis, consolidando-se como uma das mais limpas do mundo.
Entre as fontes renováveis, os destaques são a energia hidrelétrica, que continua sendo a principal responsável pela geração de eletricidade no país, e o crescimento expressivo das fontes solar fotovoltaica e eólica. Juntas, estas duas já respondem por 24% de toda a eletricidade produzida, um salto significativo nos últimos cinco anos. Esse avanço é resultado de políticas públicas de incentivo, leilões de energia, facilitação de investimentos privados e da competitividade crescente das tecnologias.
O governo federal também vem apostando em projetos estratégicos de hidrogênio de baixo carbono, considerado uma alternativa promissora para descarbonizar setores de difícil eletrificação, como transporte pesado e indústrias de alto consumo energético. A meta é posicionar o país como um dos grandes exportadores dessa nova fonte limpa, aproveitando a abundância de recursos renováveis e a capacidade de produção a custos competitivos.
Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, “o Brasil não apenas cumpre, mas supera as metas globais de participação renovável. Isso nos coloca na vanguarda da transição energética e abre portas para novas oportunidades econômicas e tecnológicas, mantendo nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável”.
Além de reduzir emissões de gases de efeito estufa, a ampliação das renováveis fortalece a segurança energética, diversifica a matriz e gera impactos socioeconômicos positivos, como a criação de empregos qualificados em todas as regiões do país, especialmente no Nordeste, onde se concentram grandes complexos eólicos e solares.
Com o cenário internacional cada vez mais atento à descarbonização, a estratégia brasileira de expandir as renováveis e investir em inovação energética reforça a imagem do país como referência no combate às mudanças climáticas e na construção de um futuro mais sustentável.