
O Brasil continua avançando na universalização do acesso à energia elétrica e na transição para fontes renováveis. Dados atualizados divulgados nesta quarta-feira (18) pelo Ministério de Minas e Energia (MME) mostram que o país está cada vez mais próximo de atingir a cobertura total de energia elétrica no território nacional, ao mesmo tempo em que consolida uma matriz energética predominantemente limpa.
Segundo o MME, mais de 99,5% da população brasileira já tem acesso regular à eletricidade, resultado de programas federais como o “Luz para Todos” e o mais recente “Mais Luz para a Amazônia”, voltado a comunidades isoladas. Desde sua criação, o Luz para Todos já beneficiou mais de 17 milhões de pessoas, com 3,5 milhões de ligações realizadas principalmente em áreas rurais e regiões de difícil acesso.
Além da ampliação do acesso, o Brasil tem se destacado internacionalmente por manter uma matriz energética com mais de 83% de fontes renováveis — número bem acima da média global, que gira em torno de 28%. O destaque fica por conta da energia hidrelétrica, que ainda é responsável por cerca de 60% da geração nacional, seguida da energia eólica (13%) e solar fotovoltaica (10%), que têm crescido de forma consistente na última década.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ressaltou que os dados confirmam o potencial do Brasil como protagonista da transição energética global. “Somos um dos poucos países com condições reais de crescer, gerar empregos e se desenvolver sem abrir mão da sustentabilidade. O mundo está olhando para o Brasil como líder em energia limpa”, afirmou.
Entre as metas do governo está o fortalecimento da infraestrutura de transmissão para integrar novas usinas solares e eólicas ao Sistema Interligado Nacional (SIN), além do incentivo à geração distribuída, com destaque para o uso de painéis solares em residências, comércios e propriedades rurais.
Outro ponto destacado pelo MME é o avanço no setor de biocombustíveis, que compõe uma parte relevante da matriz energética brasileira, especialmente no setor de transportes. O país é o segundo maior produtor mundial de etanol e está investindo fortemente na expansão da produção de hidrogênio verde, considerado estratégico para os próximos anos.
Analistas do setor elogiam o desempenho, mas apontam que o Brasil ainda precisa resolver gargalos relacionados à regulação do mercado livre de energia, à expansão de linhas de transmissão em áreas remotas e à agilidade nos licenciamentos ambientais para projetos renováveis.
Mesmo com esses desafios, os novos dados reforçam que o país está em rota sólida rumo à segurança energética com responsabilidade ambiental — um diferencial que pode se tornar decisivo nas próximas décadas diante das crescentes exigências globais por fontes sustentáveis.
Redação HYDRUS