
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) divulgou um balanço que mostra um crescimento expressivo da capacidade de geração de energia no Brasil em 2025. Segundo o relatório, entre janeiro e outubro o país registrou a entrada de 6.564,81 megawatts (MW) em operação comercial, impulsionados principalmente pela expansão das fontes renováveis, como solar, eólica e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). O número consolida o ano como um dos mais relevantes para o avanço da infraestrutura elétrica nacional.
De acordo com a ANEEL, o acréscimo representa um marco importante na diversificação da matriz energética brasileira e reforça a posição do país como referência mundial em geração limpa. O levantamento aponta que mais de 80% da nova capacidade instalada vieram de fontes renováveis, refletindo o crescimento acelerado da energia solar fotovoltaica e da eólica, que continuam em ritmo de expansão mesmo diante de desafios regulatórios e logísticos.
A energia solar, em especial, manteve-se como o segmento de maior crescimento proporcional no período. Com a entrada de novas usinas em operação em estados como Bahia, Minas Gerais, Piauí e Pernambuco, o Brasil ultrapassou a marca de 40 gigawatts de potência instalada em energia solar, consolidando-se entre os cinco países com maior capacidade fotovoltaica do mundo. A fonte eólica também teve destaque, com novos parques inaugurados no Nordeste e no Sul, ampliando a geração em regiões de alto potencial de ventos constantes.
O relatório também evidencia o papel das pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e das usinas termelétricas de base renovável, que contribuem para o equilíbrio e a estabilidade do sistema elétrico, garantindo segurança no fornecimento durante períodos de baixa geração das fontes intermitentes. A combinação de diferentes matrizes tem permitido maior flexibilidade e segurança ao Sistema Interligado Nacional (SIN), que abastece todo o território brasileiro.
Para o Ministério de Minas e Energia, o desempenho positivo da matriz elétrica demonstra o sucesso da política de estímulo aos investimentos em infraestrutura energética sustentável. O governo tem buscado ampliar a participação do setor privado em projetos de geração e transmissão, além de promover leilões competitivos e atrativos para investidores nacionais e estrangeiros.
Especialistas do setor destacam que o avanço das fontes renováveis exige, paralelamente, investimentos em transmissão e armazenamento de energia, especialmente para escoar a produção das regiões Norte e Nordeste até os grandes centros consumidores. Nesse sentido, o novo leilão de transmissão anunciado pela ANEEL, com previsão de R$ 5,5 bilhões em investimentos, é considerado fundamental para dar suporte à expansão sustentável do sistema elétrico nacional.
Com a expansão observada em 2025, o Brasil reafirma sua liderança entre os países com matriz energética mais limpa do mundo, com mais de 85% da eletricidade proveniente de fontes renováveis. A expectativa é que o setor continue crescendo nos próximos anos, impulsionado pela combinação de políticas públicas, inovação tecnológica e compromisso com a sustentabilidade ambiental.
Redação HYDRUS