Discussões políticas, jurídicas, ideológicas e oportunistas continuam ocorrendo em relação ao novo marco do saneamento. Até entendo que tudo isso faz parte do jogo democrático.
Preocupa-me, entretanto, a ausência de reflexões e análises sobre os verdadeiros impactos desse novo momento do mercado do saneamento na operação das companhias, sejam elas públicas ou privadas. Estarão elas preparadas?
Existem questões que devem ser consideradas, pois caso contrário, não adianta ter uma nova lei se forem mantidos velhos e ineficientes hábitos operacionais.
Pensar e agir sobre temas que estão “do outro lado da lei” é fundamental para que realmente o setor seja atrativo para os investidores, eficiente para os usuários, rentável para os acionistas.
Abaixo, descrevo 8 pontos, que no meu entender, devem ser revisitados pelas companhias de saneamento:
A existência deste novo marco é uma condição necessária, mas não suficiente.
Será que estamos preparados para a universalização até 2033?
Por Newton Azevendo, presidente do Hydrus, em Portal do Saneamento

Presidente do HYDRUS.
Presidiu nos últimos 25 anos empresas nacionais e internacionais de saneamento e foi membro do Comitê Executivo da Aquafed – The International Federation of Private Water, até 2018. De 2011 a 2017 foi Governador do Conselho Mundial da Água. É engenheiro civil formado pela Escola Politécnica de São Paulo.