Quando falamos em meio ambiente, sustentabilidade e qualidade de vida raramente abordamos o tema RESÍDUOS.
Os nossos números são colossais e geridos em sua maioria de forma oportunista e protelatória.
80 milhões de tons de resíduos urbanos por ano 1 milhão de tons de resíduos hospitalares por ano 45 milhões de tons de resíduos de construção e demolição por ano. Destas quantidades ouso dizer que apenas de 30 a 40% tem sua destinação final ambientalmente correta.
O que sobra está em lixões a céu aberto. Em resumo, acredito que 2 ações imediatas e necessárias começam a ser implementadas por empresários conscientes:
1) Redução do volume de resíduos não reutilizáveis (sobras) a serem dispostos em aterros adequados ambientalmente, com produção de biogás e geração de energia
2) Incineração dos resíduos não recicláveis (sobras) com aproveitamento energético atendendo requisitos ambientais
Estas duas ações dependem do aumento da reciclagem que transforma o”lixo” em mercadoria com valor comercial. Hoje somente 3% dos resíduos é reciclado.
Temos muito a fazer, demanda tempo, mudança de cultura mas o caminho se faz andando.

Presidente do HYDRUS.
Presidiu nos últimos 25 anos empresas nacionais e internacionais de saneamento e foi membro do Comitê Executivo da Aquafed – The International Federation of Private Water, até 2018. De 2011 a 2017 foi Governador do Conselho Mundial da Água. É engenheiro civil formado pela Escola Politécnica de São Paulo.