
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) divulgou nesta terça-feira (17) uma nova atualização dos mapas de risco geo-hidrológico, reforçando os alertas para possíveis deslizamentos de terra, enxurradas e inundações em diversas regiões do país. As informações são fundamentais para orientar ações de prevenção, especialmente em áreas urbanas com infraestrutura precária e vulnerável a eventos extremos.
A previsão do órgão, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), é baseada em modelos meteorológicos e dados de solo, relevo e uso do território. Ela aponta um maior nível de atenção em municípios da Região Sudeste, onde o volume acumulado de chuvas dos últimos dias, combinado com o solo encharcado, eleva o risco de escorregamentos em encostas e margens de rios.
Regiões de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo aparecem como pontos de maior risco, especialmente em áreas metropolitanas densamente ocupadas. No Sul do país, o alerta inclui possíveis alagamentos em zonas ribeirinhas do Paraná e de Santa Catarina, enquanto no Norte há risco de transbordamento em áreas próximas a igarapés e rios secundários no Amazonas e no Pará.
A atualização do Cemaden tem grande relevância para a infraestrutura urbana, rodoviária e de saneamento básico, pois os eventos geo-hidrológicos costumam causar danos expressivos em vias públicas, redes de drenagem, sistemas de abastecimento e estações de tratamento de esgoto.
Segundo o coordenador-geral do Cemaden, Marcelo Seluchi, o monitoramento contínuo é essencial para antecipar desastres e orientar a atuação das defesas civis estaduais e municipais. “Os riscos mapeados não significam que os eventos vão ocorrer com certeza, mas que há condições favoráveis. Com planejamento e resposta rápida, é possível salvar vidas e reduzir perdas materiais”, destacou.
O alerta também serve de base para decisões operacionais de prefeituras, concessionárias de infraestrutura, empresas de saneamento e órgãos de transporte, que podem adotar medidas como interdição preventiva de áreas críticas, limpeza emergencial de drenagens e ativação de planos de contingência.
Desde a sua criação em 2011, o Cemaden monitora diariamente mais de 1.000 municípios brasileiros com histórico de desastres naturais. A integração de dados de radar meteorológico, sensores de umidade do solo, pluviômetros automáticos e informações de satélite torna o sistema uma referência internacional em prevenção de desastres.
Redação HYDRUS